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Rio Alviela



A Companhia das Águas Livres foi criada em 1855 e legalizada por decreto em 2 de Abril de 1868. Segue-se a inspecção das águas da nascente pelo hidrogeólogo francês Mr. Richard, que aprova a qualidade e quantidade. Fizeram-se estudos e traçados, a decisão veio por portaria de 3 de Outubro de 1871, tendo-se adoptado o projecto de aqueduto quase paralelo ao Alviela passando por Pernes, seguindo por Vale de Lobos, Almoster, Vale da Ameixoeira, Ota, Alenquer, Vila Franca de Xira, Alhandra, Póvoa, Sacavém, onde atravessa o Rio pela Ponte em Arco, depois pelos Olivais, Chelas, Xabregas, e chega a Lisboa á antiga cerca do Convento dos Frades Barbadinhos, com cerca de 114 quilómetros de extensão, o maior de Portugal. O começo das obras deu-se em 28-de Dezembro de 1871, sendo a obra dividida em secções, cerca de 25 quilómetros cada. Durante nove anos, alem de centenas de operários, trabalharam os engenheiros Paiva Couceiro, Joaquim Sousa Gomes, João de Carvalho, Frederico Howel, Eugénio da Silva, Torquato de Lemos, António Cluny, Jaime Larcher e Miguel Pais. O Aqueduto tem 94 túneis, 110 pontes em arcádia artística e 51 Casas de Sifão, meia centena de dasaguadouros. Tem forma elíptica com largura de 1.30 m. É de alvenaria calcária com argamassa hidráulica feita em Pozzolana dos Açores (terra vulcânica que misturada com calcário, endurece em contacto com a água). Os sifões são formados por tubos em ferro fundido de 1 m de diâmetro e 22cms de espessura. A inauguração do Aqueduto, com a chegada a Lisboa das águas do Alviela, aconteceu a 3 de Outubro de 1880 com a presença de Rei D. Luis, Ministros, Engenheiros e muitas personalidades.